...tenho campo e mais campo, a perder de vista...
...tenho fraldas...
...tenho dodots...
...tenho uma cama de grades...
...tenho um carrinho...
...tenho roupa para mim e para eles*...
...tenho biberons...
...tenho papas...
São as vantagens de ter uma irmã com 3 anos...
E o B ainda se admira se eu querer passar lá o tempo todo!
(*se bem que às vezes o V dorme de babygrow cor-de-rosa, com folhos, e a dizer "poupée"!!)
28 fevereiro 2007
Palavras novas
(minhas claro... ele até é precocezito mas não exageremos...)
Maxilase
Biopental
Soro fisiológico
Rhinomer
Ben-u-ron
Também fomos apanhados.
Maxilase
Biopental
Soro fisiológico
Rhinomer
Ben-u-ron
Também fomos apanhados.
26 fevereiro 2007
O Parto
(não, não é mais um relato de um parto minuto a minuto...)
Estou para escrever este post "há anos". Não é um relato, é antes uma reflexão. Mais uma das que já diz nestes últimos 7, quase 8, meses.
O V nasceu de cesariana. É um desgosto enorme que eu tenho. Quase um trauma... Estive 9 horas em trabalho de parto. Cheguei ao hospital às 12h do dia 12.07, depois de me terem rebentado as águas, em casa. Estava com 3 cm de dilatação, e, ao fim das 9 horas, era com 3 cm que continuava. Eram 9 da noite e eu estava estoirada, morta de curiosidade, e num excitamento que só eu sei. As enfermeiras entravam e saíam do quarto, as horas passavam, os familiares vinham, faziam uma festa, e... nada de o V nascer. Às 21h lá veio a minha médica perguntar se eu queria partir para uma cesariana ou esperar pelo dia seguinte, se bem que, na opinião dela, aquilo não ia avançar mais. Lá aceitei, muito desgostosa, a cesariana, porque confio muito nela.
A cesariana em si não teve problema nenhum... é facílimo, não custa nada e a recuperação foi do melhor. Nunca tive uma única dor depois do parto.
A minha mãe assistiu, (na CUF não deixam ninguém assistir às cesarianas, mas a minha mãe é enfermeira, e lá deixaram...), não saiu do meu lado, dava-me festinhas na cabeça, e ia-me contando o que estava a acontecer.
Mas ficou sempre aquele vazio...
Uma cesariana era daquelas coisas que nunca me passava pela cabeça... era aquela parte dos livros que eu não lia, não me interessava... estava morta para sentir a sensação do meu filho a sair dentro de mim, depoder ver, de ser ele a decidir a hora, o momento. Mas não.
Ele não estava bem encaixado, e as contracções estavam a empurrá-lo contra o osso da minha bacia, (até nasceu com uma nódoa negra no nariz, tadinho!!). Ou seja, a médica tinha razão. Mas não deixo de pensar: "então e há uns anos, como era?! tinha de nascer!". E nasceria, tenho a certeza. Secalhar até fui um bocadinho medricas, ou ansiosa, e se tivesse esperado, talvez tivesse tido o meu tão desejado, parto normal, (não natural, atenção!!), nunca o saberei...
Odeio esta cicatriz, odeio ter de explicar às pessoas, quando perguntam como nasceu.
É ridículo, eu sei, mas vou dizê-lo: senti-me menos mulher.
Estou para escrever este post "há anos". Não é um relato, é antes uma reflexão. Mais uma das que já diz nestes últimos 7, quase 8, meses.
O V nasceu de cesariana. É um desgosto enorme que eu tenho. Quase um trauma... Estive 9 horas em trabalho de parto. Cheguei ao hospital às 12h do dia 12.07, depois de me terem rebentado as águas, em casa. Estava com 3 cm de dilatação, e, ao fim das 9 horas, era com 3 cm que continuava. Eram 9 da noite e eu estava estoirada, morta de curiosidade, e num excitamento que só eu sei. As enfermeiras entravam e saíam do quarto, as horas passavam, os familiares vinham, faziam uma festa, e... nada de o V nascer. Às 21h lá veio a minha médica perguntar se eu queria partir para uma cesariana ou esperar pelo dia seguinte, se bem que, na opinião dela, aquilo não ia avançar mais. Lá aceitei, muito desgostosa, a cesariana, porque confio muito nela.
A cesariana em si não teve problema nenhum... é facílimo, não custa nada e a recuperação foi do melhor. Nunca tive uma única dor depois do parto.
A minha mãe assistiu, (na CUF não deixam ninguém assistir às cesarianas, mas a minha mãe é enfermeira, e lá deixaram...), não saiu do meu lado, dava-me festinhas na cabeça, e ia-me contando o que estava a acontecer.
Mas ficou sempre aquele vazio...
Uma cesariana era daquelas coisas que nunca me passava pela cabeça... era aquela parte dos livros que eu não lia, não me interessava... estava morta para sentir a sensação do meu filho a sair dentro de mim, depoder ver, de ser ele a decidir a hora, o momento. Mas não.
Ele não estava bem encaixado, e as contracções estavam a empurrá-lo contra o osso da minha bacia, (até nasceu com uma nódoa negra no nariz, tadinho!!). Ou seja, a médica tinha razão. Mas não deixo de pensar: "então e há uns anos, como era?! tinha de nascer!". E nasceria, tenho a certeza. Secalhar até fui um bocadinho medricas, ou ansiosa, e se tivesse esperado, talvez tivesse tido o meu tão desejado, parto normal, (não natural, atenção!!), nunca o saberei...
Odeio esta cicatriz, odeio ter de explicar às pessoas, quando perguntam como nasceu.
É ridículo, eu sei, mas vou dizê-lo: senti-me menos mulher.
Eu,
hoje, entre as 18h e as 22h fiz as compras do mês no Jumbo, dei o jantar ao meu baby, fiz o nosso jantar (bifinhos redondos* com batatas noisette), fiz 14 pães de queijo, (receita daqui), lavei a cozinha, e há 10 minutos, passeava-me pela casa de piaçaba (é assim que se diz??) e chaleira na mão, para lavar a pia, e desentupir o cano da nossa banheira (ai esta queda de cabelo!!!) - o que provocou um grande ataque de riso ao meu querido marido, que está sentadinho na sala a ver a merda do Benfica!
25 fevereiro 2007
Parque Central
O B andava a tentar convencer-me a ir lá há um ano quase... Ao nosso Central Park, ou seja, a Monsanto! Dizia que valia a pena, mas eu não acreditava...
Este Sábado, como fomos ao campo de Rugby do Direito, lá fomos passear. Estava à espera de encontrar uma mata, suja, com estradas de terra, lixo, cães vadios, e sei lá mais o quê... Encontrei um parque enorme, limpinho, cheio de sítios próprios para fazer desporto, (basket, futebol, skatepark, estação para limpeza de bicicletas, pista de carrinhos telecomandados, pista de BTT, anfiteatro, instruções para yoga, ginástica, tai-chi, etc etc etc), e uma vista sem descrição...
A manhã estava linda, e o parque estava cheio de crianças a andar de bicicleta, skate, patins, adultos a passear, correr, cães, (não vadios!!), e muito animado!
A voltar.
Domingo
Foi passado como muito raramente o é: em casa. O V acordou às 9.30h, (este meu filho é um espectáculo!), e voltou a dormir, das 11h às 14h... Fomos almoçar fora, em família, e ele fez tanto sucesso no restaurante, que o dono até lhe deu um brinquedo, muito histérico por sinal... (a galinha da foto). Alugámos o "World Trade Center". Não consegui ver. Ao fim de 5min já estava a chorar, e saí da sala.
Não sei se é impressão minha, mas desde que ele nasceu que não consigo ver coisas deste género. Ainda por cima sabendo que tudo aquilo aconteceu mesmo.
(Quando estive em Nova Iorque, faz precisamente hoje 2 anos, fiz questão de não ir ao WTC. Não me interessava. Para quê? Prestar homenagem às vítimas? Como? Indo lá meter o nariz nos destroços? Não obrigado. Posso muito bem prestar-lhes homenagem em casa, no meu coração, onde quiserem, mas não ali.
Mas acontece, que, à procura da vista da Estátua da Liberdade, demos de caras com o ground zero.
Muito pó, muitas flores, muitas fotografias, muitos textos, muitas orações, muitas cruzes e terços... Muita carga negativa ali...)
23 fevereiro 2007
Dia de ontem...
10.00h (!!!) - acordar e dar de mamar;
10.00- 12h - arrumar, arrumar, limpar, limpar;
12h - dar almoço ao V;
12.30h - levar o V para casa do Avô, para ficar com a Avódrasta;
13.00h - almoçar no restaurante do cunhado à pressa;
13.30-17.00h - trabalhar, trabalhar, trabalhar;
17.30h - ir buscar o V (à outra ponta de Lx! Vivam as férias de Carnaval, e o pouco trânsito na 2ª circular);
18.00-19.30h - lanche de despedida em casa de uma amiga que vai para Moçambique, no Chiado (stress! carro muito mal parado... V com muito sono... );
19.30h - casa, lavar casa-de-banho e tomar banho com o V, enquanto o B berra com o Benfica;
20.00h - jantar do V;
21.00h - dar de mamar e camex;
21.00h - fazer sopa do V para hoje, (viva a Bimby...), lavar a cozinha, e fazer máquinas...
E o meu jantar no meio disto tudo? Pois... não tive forças para fazer jantar... O B refilou e jantou uma pizza...
Cansada, eu? Não...
10.00- 12h - arrumar, arrumar, limpar, limpar;
12h - dar almoço ao V;
12.30h - levar o V para casa do Avô, para ficar com a Avódrasta;
13.00h - almoçar no restaurante do cunhado à pressa;
13.30-17.00h - trabalhar, trabalhar, trabalhar;
17.30h - ir buscar o V (à outra ponta de Lx! Vivam as férias de Carnaval, e o pouco trânsito na 2ª circular);
18.00-19.30h - lanche de despedida em casa de uma amiga que vai para Moçambique, no Chiado (stress! carro muito mal parado... V com muito sono... );
19.30h - casa, lavar casa-de-banho e tomar banho com o V, enquanto o B berra com o Benfica;
20.00h - jantar do V;
21.00h - dar de mamar e camex;
21.00h - fazer sopa do V para hoje, (viva a Bimby...), lavar a cozinha, e fazer máquinas...
E o meu jantar no meio disto tudo? Pois... não tive forças para fazer jantar... O B refilou e jantou uma pizza...
Cansada, eu? Não...
22 fevereiro 2007
Filho do Padeiro
Confesso que ao príncipio ainda me ri. Até achava piada. Pouca, mas alguma.
Agora já não. O meu sorriso já é forçado e amarelo.
Passo a explicar:
eu nasci escura, feia, mínima.
o B nasceu gordo e com algum cabelo castanho.
o V nasceu careca, o pouco cabelo que tinha era loiro, de olhos azuis azuis azuis, lindo, bochechudo, e gordinho.
Os comentários eram sempre os mesmos... "Oh B, de que cor são os olhos do padeiro?! Tens de ver isso!"
...
Já chega OK??
(para que vocês não fiquem a pensar... o meu Pai tem os olhos azuis, sim??!!)
Agora já não. O meu sorriso já é forçado e amarelo.
Passo a explicar:
eu nasci escura, feia, mínima.
o B nasceu gordo e com algum cabelo castanho.
o V nasceu careca, o pouco cabelo que tinha era loiro, de olhos azuis azuis azuis, lindo, bochechudo, e gordinho.
Os comentários eram sempre os mesmos... "Oh B, de que cor são os olhos do padeiro?! Tens de ver isso!"
...
Já chega OK??
(para que vocês não fiquem a pensar... o meu Pai tem os olhos azuis, sim??!!)
Frase afixada na parede do escritório
"Apparently there are more important things in life than fashion. Yeah, right."
(nós não somos fúteis, ok? somos só designers de moda...)
(nós não somos fúteis, ok? somos só designers de moda...)
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